15 de julho, 2024

A mudança de paradigma que pode transformar a doação de órgãos

Bem-vindos, leitores da Caiobá FM!

É com grande entusiasmo que trago esta coluna de opinião para discutir um tema de extrema importância: a política de consentimento para doação de órgãos. Antes de mergulharmos nessa questão, gostaria de expressar minha gratidão por esta oportunidade de compartilhar minhas reflexões com vocês.

Você já ouviu falar sobre o poder das “escolhas padrão”? É surpreendente como essa simples alteração pode ter um impacto significativo em nossa sociedade. Quando se trata de política de consentimento para doação de órgãos, existem duas abordagens principais adotadas pelos países ao redor do mundo. Cada uma delas carrega suas próprias implicações e consequências.

A primeira abordagem é conhecida como “consentimento presumido” ou “opt-out”. Nesse caso, as pessoas são automaticamente consideradas doadoras de órgãos, a menos que expressem explicitamente o desejo de não serem. Por outro lado, temos países que adotam a política de “consentimento explícito” ou “opt-in”, exigindo que as pessoas se registrem ativamente como doadoras de órgãos.

Em 2003, Eric J. Johnson e Daniel Goldstein conduziram uma pesquisa reveladora. Durante um experimento online, eles modificaram as opções padrão de opt-in para opt-out. O resultado foi impressionante: as taxas de doação quase dobraram! Esses achados destacam o impacto que a escolha padrão pode ter nas decisões das pessoas.

Olhando para as estatísticas de mortes na fila de transplantes no Brasil, encontramos números preocupantes. Em 2021, o número de óbitos chegou a 4,2 mil, em comparação com 2,5 mil em 2019. Esses dados nos levam a questionar: será que a adoção da política de consentimento presumido poderia reduzir ou até mesmo eliminar a taxa de mortalidade na fila de transplantes?

Aqui está a grande questão: qual é a sua opinião sobre essa mudança de política? Você apoia a adoção do consentimento presumido como forma de salvar mais vidas por meio de transplantes de órgãos? Acredita que a alteração da escolha padrão poderia ter um impacto positivo na sociedade brasileira?

Convido todos vocês, leitores engajados, a refletirem sobre essa temática e a compartilharem suas opiniões nos comentários. É através do diálogo e da troca de ideias que podemos avançar na busca por soluções que beneficiem a todos.

Mais uma vez, agradeço à Caiobá FM por essa oportunidade de expressar minhas opiniões e perspectivas. Juntos, podemos contribuir para uma sociedade mais consciente e solidária.

Um abraço a todos!

Sobre o colunista

Boby Vendramin

Publicitário, empresário, colunista, entusiasta da tecnologia e professor. Oriento pessoas a dominarem o marketing com perspectiva comercial e de comportamento do consumidor.

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