14 de junho, 2024

Será que existe uma conspiração interplanetária para você se dar mal?

Se você está em busca da resposta simples, lá vai: não.

Jupiter, Plutão ou Saturno não sabem da tua existência. Pouco importa para eles se você é uma boa pessoa ou não. Se você é bom no seu trabalho ou não. Eles são planetas e você é gente. Acabou.

Agora, me contestarão os incautos, me dirão que estou redondamente enganado. Que tudo o que somos, pensamos, fazemos, sentimos estava escrito, pré-determinado. O destino agiu assim.

Então, pergunto:
Não há o chamado livre-arbítrio?
Afinal, se tudo está condicionado. Se tudo está determinado, o que é você senão um monte de carne ocupando lugar na terra?

Não, meus amigos leitores.
A depender da sua fé, você tem uma missão, tem um destino, mas, acredite, você controla isso. E você, isso mesmo, você, pode mudar tudo.

O que nos traz outra reflexão: se eu posso mudar tudo, também sou culpado por tudo de errado que acontece?

Sim.

Desculpe, mas essa é a verdade.

Ah, mas eu fui traído.
Confiou na pessoa errada.

Ah, mas fui demitido.
Tua culpa por não ter se tornado indispensável.

Culpa.
Existe mesmo a culpa?

Quer dizer, você é tão senhorio do teu destino que qualquer mínimo passo reverbera no universo tal qual a teoria do bater de asas da borboleta?
Sim.

E olha, lá… voltamos para o universo.

O Universo apenas reverbera o que mandamos para ele… mandamos coisas boas, você vai sentir energias boas. Mandamos energias negativas, adivinha…

Então ele é um espelho? Quase isso.

Ele é teu “eu”.
Aquilo que você chama de destino, na verdade, é uma construção em andamento. Manja o tambor? É aquele mesmo de baterias de música. Imagina o seguinte: tem 10 tambores no palco. Todos batendo no mesmo ritmo, lindo de se ver e ouvir.

De repente, você… chega lá também com seu tambor e começa o som, mas com outro ritmo, o que acontece a seguir é mágico. Todos os outros vão, um a um, começar a seguir o seu ritmo, simplesmente abandonando aquela bela performance que estava fazendo.

Agora, a pergunta: que ritmo é esse?
Egoísmo?
Pessimismo?
Autoflagelo?
Vitimismo?

ou é

Alegria?
Esperança?
Convicção?
Confiança.

Somos os líderes da orquestra da vida. Nem sempre é fácil, mas você está no comando, é sempre possível trocar a canção.

Sobre o colunista

Ediney Giordani

Jornalista, xoxial mídia, blogueiro, podcasteiro, escrevinhador de livros, pagador de promessas e impostos. Chão de Fábrica na KAKOI Comunicação.

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